Porquinho-da-Índia no microondas

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Maus-tratos contra animais não são severamente punidos, assim como inúmeras outras infrações graves cometidas contra o próprio ser humano, mas existe lei para isso: http://www.arcabrasil.org.br/leis-maus.php

Talvez essa falta de punição exemplar tenha incentivado Vitória Muller, moradora do estado do Rio Grande do Sul, a colocar seu pet dentro de um micro-ondas com a conivência de um amigo que, logo após retirar o animal do aparelho, o colocou dentro de um freezer. Não satisfeitos com os atos, postaram no Twitter o que fizeram com o pobre espécime de Cavia porcellus (pelo menos a parte do animal se debatendo dentro do forno).

garota-poe-porquinho-da-india-em-micro-ondas-e-gera-revolta-1Ela queria se aparecer (assim como inúmeras outras pessoas o fazem utilizando-se de redes sociais para tanto). Conseguiu. De forma negativa, mas conseguiu. Só que má propaganda é propaganda. O episódio selvagem repercutiu mal com muita gente a detonando, mobilizou a polícia e o Ibama, e os pais, assustados, se manifestaram nas próprias redes sociais, pediram desculpas, disseram que já advertiram a adolescente que fez o ato impensado e que as pessoas deem por encerrada a história. garota-poe-porquinho-da-india-em-micro-ondas-e-gera-revolta-2

Sei que isso é um caso de família e para ser resolvido entre eles, mas, foi algo que vazou para o “mundo”. E agora ficam algumas questões: afinal, o que aconteceu ou acontecerá com a menina? Vai ficar apenas sem acesso à internet? Só tomou uma advertência verbal (não estou torcendo por castigo corporal)? O pet será destinado para outro lar? Os pais serão penalizados? Acho que as partes têm obrigação de dar o desfecho para essa história tão vil e comum nas casas de quem tem animais de estimação (domésticos ou exóticos), do contrário não teríamos tantos casos de abandono tanto em CCZs como em CRAAS, zoos etc… No mínimo os três deveriam passar um tempo acompanhando como é o trabalho dos profissionais que precisam lidar com atos impensados como os de Vitória; ver a sequela da crueldade humana contra outros seres; verem em que estado muitos bichos chegam nesses locais; fazerem-nos trabalhar nesses centros de recuperação para que de alguma forma se sensibilizem pela dor alheia…

A mãe pede compreensão à sua filha. Eu não a compreendo.

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